| Florânia Nome de flor Mufumbais odorantes Variegados Painel de verdura policroma Visão encantadora Sedução e graça Bugio vermelhos Alvacentos, róseos Variados e viçosos Formavam o manto Das serras Do Periquito e Livramento Na paisagem sertaneja E serrana O bugi derramando beleza Seu primeiro habitante De flores veio florânia Dando a graça De um ramalhete permanente Definiu Câmara Cascudo Pe Sinval Laurentino, 1978 Flores e Ventos O vento vem As flores caem, Ele insiste, Elas rolam... O vento vem, As flores murcham Ele se vai Elas são frutificadas O vento vem As flores balançam Elas desabrocham Ele as abocanha A vida e a flor O sonho, o vento Elevada pela honestidade da massa, Tenta sorrir, se equilibrar. Ana Mª Azevedo Florânia Emancipação E liberdade, luta E coragem de um povo Destemido e corajoso Lutando com bravura Em terra e pedregulhos Florânia... Cento e três anos Hoje é festa... Música, cultura, poesia Oração e prece Tudo e alegria! Bugi, flores... Florânia Em cada data Uma historia Lembranças e memórias No seridó e condessa Para seus filhos, Rainha... Terra das flores Beleza, Terra do meu coração Mesmo sendo louvaminha. Josimar de Medeiros Nossa Senhora Nossa Senhora Senhora das Graças Senhora mae do Senhor Tu es aqui venerada Com muito amor No alto da serra Tuas mãos se estendem Abençoando a terra Feliz e contente Teus filhos te imploram Em prece e oração Senhora mãe e santa Abra o teu coração Nos floranienses Aqui te oramos Atendidos em prece O quanto te amamos. Josimar de Medeiros "Flores" "Florânia Pequena e universal Exemplo Virtudes Flores Caráter Lembranças Bugi Rainha do prado Mangericões Boa noite Jasmins Resedas Juazeiros Nos alpendrados Das fazendas Pau D'arco Umbuzeiros Vestustas caibeiras Todos floridos Dando sombras as saudades Pe Sinval Laurentino ========================= da Simplicidade Até quando a simplicidade existirá nessa terra E a paz manter-se-á frente à guerra. Até quando luz incandescente, Burro na rua Árvores dando sombra às redes. Gente simples sorri sem ter dentes. Glauco Gonçalves |
Bela É uma cidade poética natureza farta,rios,serras,matas são belas as ruas que nos recebe contente nas tardes nuas ou encontro do sol poente onde se esconde segredo de tanta beleza? dizem é bem ali no nordeste entre jucurutu´ e são Vicente ô lugarzinho bom da peste! olhos que nunca viram ate´ parece estavam cegos colibris brincando na urtiga meu Deus será que vejo isso mesmo? parece ter radiação nossa! será que tem mesmo? ha! mais a água fria nos pés nos afasta de todo medo a história diz que a garota se perdeu dai nasceu Maria Menina ate parece ser coisa de Deus ou muita fé ao divino eu nunca tinha visto um me falaram é um Tejo pesquisei sobre ele, mas a pesquisa não dava certo cutuquei ate descobrir e desvendei o mistério vejam só! mais conhecido por tijuacú e vive lá no brejo a essência da felicidade em faces deslumbrantes me trás muitas saudades de uma florânia tão presente. Vanielle. 21/05/2003 Florânia novamente Seguirá comigo O ouro do poente Reluzente como toda a Florânia Maiúscula como as belezas na lembrança Do mirante do Cajueiro O céu tem seu reflexo na terra E as cidades são cruzeiros Enquanto estrelas invejosas Lá, brilham mais belas Pra que um dia seus fachos Toquem as pontas das serras No topo do monte Menina hoje é capela Talvez sua morte tenha por causa Alegria de ver cidade bela A "Flor" em seu nome Foi plural, foi Flores Diferente da graça singular Nas ruas, praças, gente, montes Da cruz de Zé Leão À capela de São Sebastião Desde o Passaribú Voa majéstico urubu Em um vôo discreto pelo Seridó Pela onírica Florânia Que trouxe consigo O tom de fantasia do passado Das Rainhas do Prado, Que foi lençol para o leito em que descansa Glauco Gonçalves Florânia Assim a batizaram: nome singelo,imponente natureza. Concebida no topo do mundo, protegida no colo de muralhas naturais. Escondida em meio ao verde das serras, caminho conhecido por poucos, destino oferecido a privilegiados abençoados a pisar em suas terras. Onde o tempo insiste em ficar, passa devagar,nada precisa apressar pois não é necessário esperar o agora é o melhor que há. Povo acolhedor,vida simples; uma grande família,todos são irmãos, sempre há lugar para mais um nunca há lugar para o não. Não foi preciso destruir, não há razão em moldar tão bela arquitetura. Homem e natureza em comunhão. Aquele que a criou,ao homem sua benção. Eugênio Paccelli Florânia Florânia das minhas rosas Rosas, mulheres e flores Florânia de meus amores Em auroras radisas Florânia de minhas cores Do infra-rubor ardente Ao ultralilás dolente Em tardes de risos e dores Florânia do céu nitente Onde jardins estrelados São pajens iluminados De uma lua opalescente Florânia meu sonho alado A cada noite do ano Num delírio aquariano Em centúria diantado Florânia, sublime arcano Misto de fêmea e de flor Fascínio de um trovador Apaixonado e cigano Florânia, florida, flor Vinda do seio da terra Te ofereço nesta acerra A canção do meu amor Fiz de meus versos um buquê de flores, Lindas, mimosas, jeito de mulher, Obedecendo aos enterdecedores Raios que brotam do meu bem te quer e Absolvi tu'alma rosicler e Naveguei teu lago profundo e Iluminado de amor fecundo A ti, Florânia, trago com viver. Joel Moura, Olinda 1990 |
"Eu vejo Deus" Eu vejo Deus, No horizonte da tarde que se finda Eu vejo Deus no céu, na amplidão dos ares Eu vejo Deus na terra, e no sol que a ilumina Eu vejo Deus nas ondas mansas que acalenta os mares Eu vejo Deus No olhar, no sorriso de uma criança No velho, no moço, na jovem e na candura Eu vejo Deus Na paz, no amor, na esperança Eu vejo Deus na colina, na fonte e nas alturas Eu vejo Deus Na verdade, na alegria, Na dor e na tristeza Eu vejo Deus no céu, nas águas, nos pássaros e na flor Eu vejo Deus em toda natureza Eu vejo Deus no amor Mª das Graças P. Cruz Monte das Graças Lindo é o ceu Cheio de luz Sem noite Nem sombra Lindo e o monte Cheio de graças Aos romeiros Irmão e amigo Voltado para Deus Juntos Sempre juntos Graça de Deus a Nossa Senhora das Graças Pe Sinval Laurentino Florânia "Florânia Terra dos meus amores Flores São Sebastião Coração Amo você como amo a poesia Canção Você e diferente Quem Tem uma grande atração Sempre Volta Lhe Bebe Não Água Esquece Jandinaldo S. de Medeiros Minha cidade a Florânia Minha cidade velha, cidade sorridente Casas cercadas por serras, Que sorriem para as suas flores A prefeitura e o prédio mais bonito A igrejinha branca, um mar de santidade De um lado e outro, rios a cercam Sempre periódicos, sempre vazios Bem de longe, um pequeno monte Preces, sonhos, promessas, orações De um lado Santana Do outro Cajueiro E assim, mais serra Mais sertão Um carro rola pela rua Movimento a noite, na pracinha Casais murmuram amores Nas calçadas, velhotes falam de políticas E os jovens do próximo baile Minha cidade velha, tão nova Que o progresso ainda não arrasou Que ainda possui crianças brincando nas praças E andorinhas à tardinha Tudo cheio de flores Sino na Ave Maria... Minha cidade velha, Oh! Cidade minha! Ana Mª Azevedo |